115 mi/tons: já foram contabilizadas as maiores perdas da soja, diz consultoriaPublicada em: 15 de fevereiro de 2019

Por conta disso, previsão de safra apresentada foi pequena. Clima segue como fator importante para o desenvolvimento final de parte das lavouras do RS, SC e Matopiba

Com o avanço da colheita da soja no Brasil, entidades e consultorias estão revisando suas estimativas, sem nenhuma coincidência, todas para baixo. Isso porque os problemas climáticos enfrentados por grandes estados produtores começam a mostrar os efeitos sobre a safra. A consultoria Safras & Mercado revisou agora em fevereiro sua previsão e a nova perspectiva é de uma produção total de no máximo 115,4 milhões de toneladas.

Essa nova projeção representa uma redução de 5,1% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 121,6 milhões de toneladas (dado da consultoria, para a Conab a safra foi de 119,2 milhões de toneladas). Em janeiro, a Safras esperava uma colheita de 115,7 milhões de toneladas.

Com as lavouras em fase de colheita, a consultoria acredita que a área plantada nesta temporada foi 3,2% maior, ou seja, 36,4 milhões de hectares. Em 2017/2018, o plantio ocupou 35,2 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá cair de 3.464 quilos por hectare para 3.183 quilos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Luiz Fernando Gutierrez, as maiores perdas da safra brasileira já foram contabilizadas. “A melhora climática registrada nas últimas semanas em praticamente todas as regiões produtoras do país vem impedindo que as perdas avancem, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste”, afirma.

“A colheita também tem revelado produtividades além do esperado em algumas microrregiões estaduais, o que acaba compensando parte das perdas já registradas à nível estadual”, explica.

Para Gutierrez, essa é a razão pelo qual os ajustes da consultoria também tem sido pequenos. “Estamos nos aproximando de uma consolidação da produção brasileira”,diz. “Apesar disso, o clima continua como fator importante para o desenvolvimento final de parte das lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Matopiba. As produtividades médias destes estados ainda podem sofrer alterações um pouco mais relevantes, principalmente nas variedades semeadas mais tardiamente.”

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